José Mauro de Vasconcelos, 190 páginas, editora Melhoramentos, 2011.
“-Por que você não aprende e não faz como eu?
-E como é que você faz?
-Não espero nada. Assim a gente não fica desapontado.”
-E como é que você faz?
-Não espero nada. Assim a gente não fica desapontado.”
Zezé é um garoto de cinco anos, o mais inteligente da turma e que aprendeu a ler antes de todos. Filho de pais pobres, seu pai está desempregado e a mãe passa o dia todo trabalhando. Ele fica sob os cuidados das irmãs mais velhas, e cuida do menorzinho, Luís. Zezé é um garoto muito arteiro e toda a família e a vizinhança diz que ele tem “o diabo no corpo”. Apanha diversas vezes das irmãs e dos pais.
Os meninos da escola de Zezé pegam “morcego” nos carros. Uma carona na parte de trás do carro, sem o motorista ver. Num desses dias, Zezé se atreve à ir num carro nunca “morcegado” antes: o doPortuguês. Mas ele acaba descobrindo e Zezé ganha outra surra.
Após mais uma de suas arteirices, Zezé corta o pé num caco de vidro e não pode contar para os pais, com medo de que apanhe mais uma vez. Indo pra escola, mancando, ele encontra o Português de carro que oferece uma carona à ele, mas, com raiva, o menino reluta em aceitar. Por fim, aceita e é a partir daí, no seu primeiro passeio dentro de um carro, que a amizade em segredo dos dois, começa a surgir.
Os meninos da escola de Zezé pegam “morcego” nos carros. Uma carona na parte de trás do carro, sem o motorista ver. Num desses dias, Zezé se atreve à ir num carro nunca “morcegado” antes: o doPortuguês. Mas ele acaba descobrindo e Zezé ganha outra surra.
Após mais uma de suas arteirices, Zezé corta o pé num caco de vidro e não pode contar para os pais, com medo de que apanhe mais uma vez. Indo pra escola, mancando, ele encontra o Português de carro que oferece uma carona à ele, mas, com raiva, o menino reluta em aceitar. Por fim, aceita e é a partir daí, no seu primeiro passeio dentro de um carro, que a amizade em segredo dos dois, começa a surgir.
“-Fica feio se eu chorar?
-Nunca é feio chorar, bobo. Por quê?
-Não sei, ainda não me acostumei. Parece que aqui dentro a minha gaiola ficou vazia demais...”
-Nunca é feio chorar, bobo. Por quê?
-Não sei, ainda não me acostumei. Parece que aqui dentro a minha gaiola ficou vazia demais...”
Não li muitos clássicos, mas se pudesse escolher, os dois que eu mais amei foram Capitães da Areia e esse, O Meu pé de Laranja Lima. Gosto de livros simples assim. Os personagens falam a língua do povo, a gente se sente mais familiarizado com eles...
É um livro extremamente bonito, simples e rápido de ler. Achei muito lindo a forma como Zezé ama o irmão menor e admira Totoca e Godóia (Glória), dois de seus irmãs mais velhos. Totoca sempre ensina coisas novas ao menino e Glória, a mocinha de 15 anos, sempre o defende quando apanha.
É horrível a maneira como jogam a culpa de tudo no menino. O tanto de coisas ruins que colocaram na cabeça de uma criança me deixou abismada. É o bode expiatório da família. Tio Edmundo também é sempre lembrado como um sábio pelo rapazinho. O ensina palavras novas e coisas que, para ele, ainda eram desconhecidas...
Ele também tem uma relação muito forte com sua professora. Mas o mais bonito é sua amizade com o Português, o qual, depois de um tempo ele carinhosamente passa a chamar de Portuga, e com Minguinho, o seu pé de laranja lima.
Gosto de livros que tem crianças como protagonistas... Além de fugir do padrão de livros com adolescentes, parece que tudo é mais delicado, puro. Imagino o quanto deve ser difícil para um autor "transportar-se" para a cabeça de uma criança e conseguir escrever algo tão verdadeiro.
O final é muito emocionante também... Eu não chorei, mas vi muita gente falando que derrubou rios de lágrimas. Sempre costumo dizer que com as crianças, aprendemos valores maravilhosos, que são levados pelo resto da nossa vida. E foi exatamente assim que me senti quando terminei a leitura desse livro: uma pessoa com conceitos e valores diferentes, novos, bons. Se eu pudesse recomendar um livro, sem restrições de idade, seria esse. É bonito, simples e tocante. Uma verdadeira lição de amizade, amor e perdão. Vale muito a pena!
É um livro extremamente bonito, simples e rápido de ler. Achei muito lindo a forma como Zezé ama o irmão menor e admira Totoca e Godóia (Glória), dois de seus irmãs mais velhos. Totoca sempre ensina coisas novas ao menino e Glória, a mocinha de 15 anos, sempre o defende quando apanha.
É horrível a maneira como jogam a culpa de tudo no menino. O tanto de coisas ruins que colocaram na cabeça de uma criança me deixou abismada. É o bode expiatório da família. Tio Edmundo também é sempre lembrado como um sábio pelo rapazinho. O ensina palavras novas e coisas que, para ele, ainda eram desconhecidas...
Ele também tem uma relação muito forte com sua professora. Mas o mais bonito é sua amizade com o Português, o qual, depois de um tempo ele carinhosamente passa a chamar de Portuga, e com Minguinho, o seu pé de laranja lima.
Gosto de livros que tem crianças como protagonistas... Além de fugir do padrão de livros com adolescentes, parece que tudo é mais delicado, puro. Imagino o quanto deve ser difícil para um autor "transportar-se" para a cabeça de uma criança e conseguir escrever algo tão verdadeiro.
O final é muito emocionante também... Eu não chorei, mas vi muita gente falando que derrubou rios de lágrimas. Sempre costumo dizer que com as crianças, aprendemos valores maravilhosos, que são levados pelo resto da nossa vida. E foi exatamente assim que me senti quando terminei a leitura desse livro: uma pessoa com conceitos e valores diferentes, novos, bons. Se eu pudesse recomendar um livro, sem restrições de idade, seria esse. É bonito, simples e tocante. Uma verdadeira lição de amizade, amor e perdão. Vale muito a pena!
“Você precisa saber que o coração da gente tem que ser muito grande e caber tudo que a gente gosta.”
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